Uma web 3D para um mundo tridimensional
Sem querer contradizer Thomas Friedman, no seu “O Mundo é Plano”, mas o mundo em que vivemos é tridimensional e tudo que experimentamos está preso a este universo. Já, nas interfaces que encontramos na internet, aí sim, a regra é planificar o mundo. É como se o conteúdo de um site estivesse preso ao topo de uma mesa e nós, usuários, navegássemos nele, arrastando e soltando papeis e fotos com seu dedo/cursor.
É claro que existem exceções, mas ainda estamos falando de uma imensa maioria de conteúdos planos apresentados de forma plana. Não me entenda mal, uma interface plana não é algo ruim, mas também não é algo necessariamente bom.
Quando um software insere funcionalidades em 3D, elas viram chamariz na sua comunicação. Vide o “Windows Flip 3D” no Windows Vista (o bom e velho ALT + Tab em esteróides 3D - no Vista, tecle Janela + Tab). E não é só conversa de vendedor, a possibilidade de apresentar informações com uma dimensão extra à disposição, facilita a visualização e a leitura.
Claro, facilita apenas quando o 3D for bem utilizado. Quem cria páginas confusas em duas dimensões, vai conseguir fazê-lo com ainda mais facilidade em 3D.
É claro que existe 3D interativo na internet, não faltará quem me lembre do Second Life, ou o World of Warcraft. Mas, por mais que o Second Life ou o WOW sejam internet, eles não são web, não são www. E para a web, as iniciativas em 3D sempre foram mais restritas.
Nos primórdios da web, lá por volta de 1995, já existiam formas de se experimentar um universo tridimensional dentro de um navegador. À época usávamos o VRML (Virtual Reality Mark-up Language). Que seria, grosso modo, o HTML do 3D. Naquele tempo a web era muito lenta. Carregar um site de texto demorava. Imagine um ambiente em 3D interativo. Além de pesar na banda, as máquinas ‘engasgavam’ ao renderizar as páginas. E, convenhamos, não tinha muita graça interagir com cubos e esferas voando no espaço. Basicamente, o que permitia a tecnologia de então.
Isso mudou, quase todos os PCs tem placas aceleradoras 3D, dispositivos especializados em tratar estes gráficos. Até mesmo alguns celulares, como o iPhone, tem aceleradoras 3D. Ou seja, estamos preparados para experimentar elementos tridimensionais em nossas telas, pelo menos em termos de hardware, software e banda.
O lado do software pode ser resolvido através do uso de engines 3D. Engines 3D são softwares especializados que habilitam seu computador a tratar elementos 3D de forma interativa e em tempo real. Essa solução permite que se criem ambientes e objetos sofisticadíssimos com alto grau de realismo (muito superior ao visual estilo Second Life). O problema é a barreira cultural e técnica de demanda da instalação de plug-ins.
Outra saída é optar por soluções que aproveitam os plug-ins já instalados pela maior parte dos usuários, como o Java, o Flash e o novíssimo SilverLight da Microsoft. Estas soluções podem não oferecer a melhor qualidade gráfica para o usuário, mas, sem complicação, oferecem uma nova dimensão para a web, literalmente.
Diferente do que se poderia se imaginar, não existem tantas restrições para que tenhamos experiências mais ricas na web hoje. Como toda novidade, o uso do 3D necessita de aprendizado, tanto do usuário quanto do desenvolvedor. Aliás, muito mais do desenvolvedor. Uma vez que criar ambientes 3D para web está muito mais próximo do desenvolvimento de games em 3D, do que sites, propriamente ditos. Isso vem forçando os players atuais a desenvolverem a competência internamente, um trabalho árduo e demorado, ou aliarem-se a parceiros externos.
Dentro de pouco tempo o domínio do 3D será mais difundido e teremos ferramentas capazes de simplificar a forma de criar e interagir neste universo. Até lá, veremos uma busca muito grande por empresas e profissionais que dominem mais essa disciplina que migra para web.
Nada de novo, afinal, o Mosaic, primeiro browser, nasceu apenas renderizando páginas de texto e imagens, depois áudios, aplicações, animações e mais recentemente vídeos foram inseridos no rol de ferramentas disponíveis. A web, área pródiga por ser multidisciplinar, continua a arregimentar novas tecnologias e demandar empresas e profissionais que, ao mesmo tempo em que se especializam, mantêm alta capacidade generalista que os permite prosperar em áreas tão díspares.
Veremos cada vez mais projetos em 3D interativo na internet. Sites que, para contar uma história, para criar uma experiência realmente imersiva, estão ajudando a criar uma nova linguagem. Uma linguagem que terá de descobrir e definir seus próprios paradigmas. Assim como estamos familiarizados a navegação na web 2D, com menus no canto superior esquerdo, conteúdo diagramado no centro, mais ou menos como os livros e revistas, a web tridimensional poderá oferecer experiências mais próximas às que temos com os demais objetos que nos rodeiam.
Muita coisa ruim e mal feita virá, muitos menus confusos e conteúdo ilegível serão produzidos até que cheguemos a padrões universalmente aceitos de interação. Assim como muita coisa boa também surgirá, formas ainda impensadas de interagir com o ambiente digital passarão a fazer parte do nosso dia-a-dia.
Novos paradigmas de menus, novas formas de organizar informação, novos modelos de interface e navegação. A web e seus desenvolvedores evoluirão e o usuário aprenderá com naturalidade a navegar e a utilizar essas novas ferramentas, assim como um dia aprendeu o que faz um duplo-clique de mouse.
Fonte: Webinsider
UFRJ inaugura Supercomputador Netuno
Inauguração acontece na segunda-feira. Investimento foi de R$ 5 milhões da Petrobras
Será inaugurado no Núcleo de Computação Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro um dos mais potentes supercomputadores da América Latina, o Netuno
O supercomputador acaba de ser instalado com recursos oriundos da Petrobras por meio das Redes Temáticas de Geofísica Aplicada e de Modelagem e Observação Oceanográfica. É considerado a mais poderosa máquina HPC (High Performance Computing - Computação de Alto Desempenho) para uso acadêmico na América Latina e recebeu investimento de R$ 5 milhões da Petrobras. A inauguração será na próxima segunda-feira, dia 12 de maio.
O Netuno terá capacidade para processar amplo volume de dados simultaneamente e beneficiará, além da UFRJ, mais quatorze universidades brasileiras que compõem as redes.
O equipamento foi inscrito no ranking mundial Top 500 das maiores máquinas de processamento paralelo. Segundo os técnicos envolvidos neste projeto, o cluster (conjunto de computadores ligados em rede) instalado tem desempenho estimado entre os 100 do ranking. O Brasil é representado atualmente neste ranking por um único cluster de alto desempenho, que figura na posição 451.
Este equipamento vem suprir a demanda computacional das Redes Temáticas de Geofísica Aplicada e de Modelagem e Observação Oceanográfica. O equipamento é capaz de trabalhar de forma simultânea em diferentes tarefas. Isso reduzirá, por exemplo, o ciclo ocioso da máquina, enquanto os técnicos analisam dados gerados por ela. A grande vantagem de um cluster é obter maior desempenho com custo menor.
O cluster instalado na UFRJ é composto por 256 servidores DELL de alto desempenho (nós computacionais), cada um com dois processadores "quad-core" (quatro núcleos) Intel de 2.6 GHz (desempenho estimado de 64 Gigaflops por nó). As máquinas são interligadas entre si por uma rede de dados Infiniband de alta performance, além da rede Gigabit Ethernet tradicional.
A UFRJ é uma das quinze universidades participantes das Redes Temáticas de Geofísica Aplicada e de Modelagem e Observação Oceanográfica. Todas as instituições que compõem as redes poderão desenvolver projetos utilizando a capacidade de processamento do novo cluster.
O modelo de parcerias tecnológicas através de Redes Temáticas foi criado para atender à cláusula de investimentos de Pesquisa e Desenvolvimento presente nos contratos de concessão de exploração e produção entre a Petrobras e a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP). Segundo a cláusula, pelo menos 1% da receita bruta gerada pelos campos de grande rentabilidade ou grande volume de produção deve ser investido em pesquisa e desenvolvimento, sendo 50% deste valor para universidades e instituições nacionais. Todos os projetos de infra-estrutura passam por autorização prévia da ANP.
A inauguração do Cluster Netuno no Centro de Computação de Alto Desempenho de Geofísica e Oceanografia será nesta segunda-feira, dia 12 de maio, às 15h, no Anfiteatro Maria Irene Mello do Núcleo de Computação Eletrônica – NCE/UFRJ – no campus do Fundão.
Fonte: Jornal da Ciência
Software como serviço
Fazer um produto único e exclusivo é o que todo consumidor quer. Entretanto, ele vai precisar pagar um pouco mais por isso.
Para se contratar serviços “básicos”, como por exemplo, TV a cabo, internet e telefone, é relativamente fácil. Você precisa apenas ir na empresa, preencher uma ficha e alguns dias depois já estará usufruindo dos serviços que solicitou. Moral da história: serviços standard funcionam muito bem. Entretanto, se eu desejar um serviço personalizado, como por exemplo, eu quero uma TV a cabo, mas que tenha os canais X, Y e Z, com controle de conteúdo, que as legendas dos filmes sejam na cor azul ou qualquer outra coisa personalizada, teria que esperar um bom tempo e, em alguns casos, talvez não conseguisse.
Fazendo uma analogia com software vemos que temos situações semelhantes. Existem processos em que usar softwares standard não funciona bem. Isso normalmente acontece nos processos chamados de core business, que normalmente é o diferencial competitivo da empresa. Nesses casos o software precisa ser bastante personalizado. Entretanto, existem vários programas standard, isto é, que podem ser instalados e usados para automatizar a tarefa que pretendemos realizar, sem ter que personalizar nada. Tem desde exemplos simples, como controlar nossos gastos pessoais até alguns um pouco mais complexos como controle de frotas de carros.
Para os vários processos que funcionam de forma standard existe um novo modelo de comercialização de software. Atualmente o modelo adotado é de venda da licença e cobrança de manutenção anual. O software é instalado nas dependências do cliente (que precisa preparar uma infra-estrutura mínima), que passa a usar da aplicação. Esse modelo, usado a varias dezenas de anos, tem vários problemas, principalmente do lado administrativo. O cliente passa a ter que lidar com backups, falta de energia, espaço em disco, instalação de atualizações do software, entre outros.
Sinceramente, o cliente não deveria se preocupar com isso, mas o modelo atual acaba forçando que o usuário passe a ter essas responsabilidades. Dois anos atrás visitei uma empresa de um colega que nunca tinha tirado backup. Falei para ele que era importante e que ele podia perder tudo o que tinha. Ele falou que ele tinha um contrato com a empresa que desenvolveu o software e que “estava coberto”. É claro que nada disso estava no contrato, mas serve para ilustrar como é a relação fornecedor-consumidor. Dor de cabeça dos dois lados.
O novo modelo proposto é chamado de SaaS (software as a service) ou software como serviço A idéia é disponibilizar o software na web como um serviço que pode ser assinado no momento que o cliente desejar. Isso evita que o cliente tenha que estar preocupado com toda a infra-estrutura para rodar a aplicação. Conseqüentemente, do lado do cliente esperasse uma maior independência da área de TI e o que todo mundo quer: redução de custos.
Para o lado do desenvolvedor a balança pende para o lado das vantagens. Tudo passa a ficar centralizado, facilitando a administração dos diversos componentes: servidores, bancos de dados, middleware, backups, etc. Não será necessário ter uma versão para cada cliente, será possível atingir muito mais empresas e, se acertar “o” serviço é capaz de ficar rico. Idéias para software como serviço valem ouro. Se você tem alguma é melhor começar a implementá-la antes que alguém o faça.
Fonte: Infonet
Google: A marca mais valiosa do mundo, novamente!
Valendo US$ 86 bilhões, a Google ficou no topo da lista de empresas mais valiosas do mundo, segundo o ranking Brandz. A lista foi publicado nesta segunda-feira no jornal “Financial Times” pela empresa de consultoria britânica Millward Brown.
“A posição do Google se deve a uma fantástica atuação financeira e ao valor de seu capital”, comentou o diretor de contabilidade internacional da Millward Brown, Peter Walshe.
No total, o valor das marcas do ranking aumentou 21%, ao passar de US$ 1,6 trilhão em 2007 para US$ 1,94 trilhão em 2008. “O ranking de marcas deste ano demonstra a importância de investir em marcas, especialmente em momentos de turbulências nos mercados”, afirmou Joanna Seddon, conselheira delegada de Millward Brown.
Veja a Lista das 10 Marcas mais valiosas do mundo, segundo o Ranking Brandz
| MARCA | 2008 (US$ bilhões) | 2007 (US$ bilhões) | |
| 1 | 86,057 | 66,434 | |
| 2 | GE | 71,379 | 61,88 |
| 3 | Microsoft | 70,887 | 54,951 |
| 4 | Coca-Cola | 58,208 | 49,612 |
| 5 | China Mobile | 57,225 | 41,214 |
| 6 | IBM | 55,335 | 33,572 |
| 7 | Apple | 55,206 | 24,728 |
| 8 | McDonald’s | 49,499 | 33,138 |
| 9 | Nokia | 43,975 | 31,67 |
| 10 | Marlboro | 37,324 | 39,166 |
Fonte: Undergoogle
Participe do Google Summer of Code 2008 e de quebra ganhe 4500 dólares
Para quem não sabe, o Google Summer of Code é um programa para incentivar estudantes de todo mundo a desenvolver softwares open source e, de quebra, faturar US$ 4.500,00 (mais US$ 500,00 para a organização mentora do projeto, para cada trabalho aprovado e completado).
Em 2007, o programa recebeu perto de 6.200 inscrições dos mais variados projetos, pagando uma pequena esmola de 31 milhões de dólares. Porém é claro, open source é coisa de comunista e vocês não estão nem ai para esse pequeno prêmio não é?
Antes de qualquer coisa, é bom lembrar que o Google Summer of Code vale só para estudantes, que podem inscrever quantos projetos tiverem vontade e para cada projeto concluído o sujeito ganhará o singelo prêmio!
De modo geral não são coisas complicadas. Se você visitar o site oficial, vai ver que na lista de idéias constam coisas como:
- Playlist browser para o Amarok.
- Portar o K3b para o libburnia libraries.
- Vala plugin para o Anjuta.
- Criar um Workspace individual para Wallpapers do Gnome.
Claro, tem muita coisa complexa também. Porém quando mais “nerd” você for melhor, mais projetos você poderá fazer!
É uma oportunidade maravilhosa para colocar em prática, os conhecimentos acadêmicos e faturar uma graninha extra para sair com as universitárias do campus!
Grande parte dos projetos necessita de conhecimento médio em C, C++ ou Python, o estudante poderá colaborar com projetos como: Inkscape; Gimp; KDE; Gnome; Drupal; Blender; Webkit; Firefox; Debian... e até mesmo o GNU Hurd! São cerca de 200 projetos diferentes com diversas idéias que você vai poder colaborar, basta completar uma e pronto o dinheiro é seu. Sem sorteio nem nada!
O prazo para entrega dos códigos em definitivo vai até setembro desse ano, o que é um tempo mais que suficiente para criar uma aplicação! E ainda mais importante que o dinheiro é o conhecimento adquiro com o projeto, que poderá ser um grande diferencial no mercado de trabalho futuramente.
Fonte: Meio Bit
Google lança hosting grátis para aplicativos
O Google acaba de lançar um serviço chamado App Engine. A idéia é ser um serviço completo de hosting, banco de dados e servidor de arquivos com infra-estrutura e tecnologias do Google, com a oferta de uma boa quantidade de recursos gratuitos para desenvolvedores criarem seu aplicativos.
O servidor aproveita o famoso cloud computing do Google, database com BigTable e storage com o Google File System. Todas estas tecnologias são utilizadas pelo próprio Google em seus aplicativos para que sejam rápidos e facilmente escalonáveis.
Escalabilidade sem preocupação
A novidade resolve um grande problema que startups têm: como gerenciar um servidor quando se faz sucesso de uma hora para outra. Em um dia eu tenho um punhado de usuários, no outro dia eu tenho milhões, meu servidor cai, eu fico desesperado e perco os cabelos e os usuários.
Com o App Engine o desenvolvedor pode preocupar-se só em desenvolver o seu programa e deixar toda a parte de infra estrutura para o Google.
Modelo de negócio briga com Amazon
Na versão “preview” lançada, os aplicativos não podem usar mais do que 500 MB de espaço em disco, 200 milhões de megaciclos/dia de CPU, e 10 GB de banda por dia. Vocês sabem que isso não é pouco.
Outro limite é que, por enquanto, somente aplicativos desenvolvidos em Python podem rodar no servidor. Google diz que a estrutura toda é feita para suportar qualquer linguagem e que vai aos poucos liberar novas linguagens.
A idéia, quando o produto estiver pronto, é vender mais recursos para os desenvolvedores, conforme a demanda de seus aplicativos. Exatamente o que a Amazon faz com seus serviços de Storage e Cloud Computing.
A concorrência entre os dois agora será uma briga boa de assistir. Enquanto o Google entra no mercado com uma afinidade muito grande com os desenvolvedores, a Amazon já é o líder deste mercado e tem vários cases muito interessantes para mostrar.
APIs do Google para tarefas mais comuns
Além de tudo isso, o App Engine ainda dá acesso a APIs do Google para fazer tarefas comuns como autenticação de usuários e envio de e-mails. Ou seja, eu poderei usar minha conta do google para fazer login em um aplicativo hospedado no App Engine.
O serviço tem também uma ampla gama de análises de uso do servidor, de banda, de ciclos, etc, algo como o Google Analytics mas voltado para o servidor em si e não para o conteúdo. Eles dizem que estes são só os primeiros features, que ainda não estão nem perto de ter todos os features planejados para o serviço.
Isso deve mudar o cenário?
Com isso, desenvolvedores têm um custo a menos para lançarem um aplicativo. Será que isso muda o cenário da web 2.0? Será que terá um impacto grande? Você usaria o serviço?
Fonte: Webinsider
Quad Cores + Quad GPUs = dinheiro/quad no bolso
Um artigo do The Inquirer mostra como a indústria de PCs mudou do loucura dos Hertz mudou para a insanidade dos Cores. E não poderiam estar mais certos. Já publicamos vários posts aqui no Meio Bit sobre como não vale a pena investir em certas configurações ainda.
Por exemplo, processadores Quad Core são úteis e eficientes apenas para aplicações muito específicas: renderização 3D e trabalhos com vídeo profissional. O resto do mundo está muito bem servido por dual cores, por um bom tempo, alguns anos ainda, até que existam softwares e compiladores escritos de forma a utilizar o poder de processamento eficazmente.
A implicância maior é com o mercado burraldino de placas de vídeo que em sua fúria por SLI, Crossfire, Skulltrail e agora estão colocando dois chips por placa, com máquinas rodando 6 GPUs ao mesmo tempo, consumindo 1000 Watts e gerando calor suficiente para fornecer água quente para uma família de 4 pessoas tomar banho duas vezes ao dia.
O marketing pesado em cima de sistemas com 4 núcleos, 2 ou 3 placas de vídeo e agora dual core GPUs está afastando os gamers do PC. Ou seja, o mercado está se matando até que uma empresa inove e diga aos gamers: não é preciso um computador de 10 mil dólares para rodar 99% do jogos e aplicativos desktop.
Não vale a pena comprar duas placas de vídeo. O valor que se paga na segunda placa, guarde numa caderneta de poupança e use-o para fazer o upgrade em 14-16 meses. A performance da nova placa será o dobro de uma configuração SLI da família antiga. Basta ver a performance de uma 8800 GT contra sistemas SLI de uma geração anterior.
O artigo ainda menciona outras duas tendências: Terabytes de HD e pelo menos 2 monitores grandes. A indústria quer vender mais, só pense o seguinte: em 2008, qual a real necessidade de ter dois monitores de 22 polegadas se eles ainda não são full HD?
O importante é pensar duas vezes antes de comprar algum ítem de hardware. Pesquisar e depois pensar mais duas vezes. A compra por impulso ou hype é o que tem definido a indústria de computação pessoal por mais de uma década: computadores pessoais top de linha ficam obsoletos semanas depois, em incrementos de 0,2 Ghz, que podem fazer uma CPU custar o dobro. Detalhe: o mesmo equipamento vai estar custando menos da metade do preço em 1 ano.
Fonte: Meio Bit
Kanamit Web Framework
Eu sempre gostei de escrever aqui sobre linguagens “exóticas”. Já houve um tempo em que Python era exótico. Hoje Python é mainstream. Ruby, idem. Há até suporte a Rails no NetBeans 6 e para Python no Visual Studio. Não dá pra ser muito mais mainstream do que isso.
Nem todas as linguagens exóticas que eu conheci deram certo. Smalltalk, por exemplo, continua sendo aquela linguagem muito sofisticada, anos-luz à frente do Java, mas que quase ninguém usa. Smalltalk tem idéias poderosas demais. A idéia de rodar dentro de uma máquina virtual, de todo o código poder ser examinado e modificado “ao vivo”, do compilador incremental, do class browser, do late-binding, das mensagens… Tudo isso era demais pras cabecinhas da maioria dos programadores que só conseguem entender Visual Basic ou PHP e olha lá.
Mas “Visual Basic e PHP resolvem todos os meus problemas”, dizem eles. Claro. Se tudo o que eles conhecem se resume a isso, eles não imaginam sequer que existam outros tipos de problema. É uma limitação de capacidade expressiva: eles não têm as ferramentas intelectuais necessárias para expressar as classes de problemas que outras ferramentas expressam e resolvem.
Não se pode pensar em uma lâmpada fluorescente se tudo o que você conhece são pedras lascadas e peles de urso.
Uma outra linguagem muito além do seu tempo é o Lisp. Além do seu tempo porque, se ela é uma coisa poderosa hoje comparada ao que temos hoje, imaginem em 1960 quando ela foi inventada…
Por muito tempo, havia implementações de Lisp para computadores desktop, mas, com processadores de 16 bits e menos de um megabyte de RAM, essas máquinas serviam apenas como brinquedos. Você podia fazer um loop e imprimir 10 vezes “fulano é bobo”, mas não muito mais do que isso.
Naquele tempo, para se rodar programas em Lisp, você precisaria de uma Lisp Machine, um computador dedicado, com um processador único capaz de coisas que nenhum outro processador da época - ou de hoje - era capaz de fazer. Eram incrivelmente caras.
Mas as implementações de brinquedo eram o bastante para abrir as cabeças dos jovens computólogos (antes deles se chamarem assim). Lisp e Scheme (um dialeto de Lisp) são usados como ferramenta didática em todos os bons cursos de ciência da computação. Se no seu curso não tem, pare de perder tempo e paça seu dinheiro de volta. Não sei quanto é a mensalidade, mas é certo que o curso vale menos.
E, claro, hoje em dia, temos computadores amplamente capazes de rodar boas implementações de Lisp. Meu notebook consegue emular uma Lisp Machine da Texas Instruments (uma Micro-Explorer) mais depressa do que ela era originalmente.
Rails e Django
Há vários meses eu venho explorando, como um side-project da minha carreira de Zopista (quem trabalha com Zope, para os que chegaram ontem e não sabem usar o Google), o Rails e, mais recentemente, o Django. Ambos são frameworks para se desenvolver aplicações web de um jeito muito mais sensato do que se costumava fazer: eles tornam a persistência de objetos no banco de dados uma coisa simples e indolor. Juntam a isso um bom maquinário de templates e pronto.
Você pode fazer uma aplicação web bonita e funcional em poucos minutos. Melhor do que isso - como eles desincentivam o código-espaguete, você ainda consegue mantê-las depois de seis meses. São um marco na qualidade de software web.
Ainda assim, Python e Ruby carecem de uma certa pureza. São mais pragmáticas do que elegantes.
Linguagens para tempos mais civilizados
Uma das coisas que sempre me impressionou no Lisp era como ele é capaz de expressar coisas muito poderosas em estruturas muito concisas. Você trabalha em um nível normalmente reservado ao compilador, mas, ainda assim, é um espaço em que o cérebro consegue funcionar bem e as idéias importantes não ficam escondidas no meio de uma sintaxe forçadamente ALGOL-esca. John McCarthy acertou na mosca, mesmo que, muitos acreditam, tenha sido muita, muita sorte.
Um dia desses, eu conheci mais um framework para web. Só por ser mais um, não haveria vantagem.
Mas esse é mais elegante do que os demais porque é construído em uma base mais elegante. Esse é feito em Lisp.
O Kanamit Web Framework é um golpe de ar fresco em um mundo cada dia mais monótono.
Os autores, Tam e LR (são os nicknames de IRC deles) dizem que já é uma idéia antiga. Eu acredito. É tudo muito bem pensado e redondo.
Aqueles que sabem que eu coleciono computadores interessantes vai adorar saber que eu já localizei, no eBay, uma Symbolics MacIvory só por causa dele. Ela deve estar a caminho agora.
Fonte: Webinsider
Mesmo durante a crise americana, Google surpreende
O Google divulgou hoje o balanco do primeiro trimestre de 2008. Analistas, que previam uma desaceleração brusca nos lucros da empresa, erraram. Com ganhos crescendo em 30% e rendendo aos investidores US$4,12 por ação, muita gente resolveu comprar no after-hour da bolsa americana, valorizando as ações em mais de 17% em um único dia.
O motivo de boa parte do pessimismo veio a partir de um relatório da comScore, que fornece avaliações de tráfego e renda de sites. Obviamente, as ações da comScore cairam devido ao erro. Os relatórios da comScore são utilizadas por muita gente, que acaba avaliando sites a partir deste tipo de relatório.
Qual é o plano para uma empresa que não pára de crescer ? Continuar crescendo, abocanhando outros mercados e expandindo o número de funcionários. Parece que para eles, não existe limite.
Fonte: Meio Bit
Microsoft une forças com News Corp para adquirir Yahoo
Parece que a gigante de Redmond está negociando com a News Corp, de propriedade de Rupert Murdoch (também dono do Myspace), para adquirir o Yahoo.
Sem dúvida faria bastante sentido uma aquisição por parte da News Corp, o que já foi inclusive comentado, mas a idéia das duas gigantes se unirem neste negócio é surpreendente. A aquisição do Yahoo deve ocorrer mais cedo ou mais tarde, afinal o preço de mercado da empresa está razoavelmente estável apesar de seus esforços, mas sua presença na web ainda é muito forte, e poderia ser utilizada por muitas grandes empresas.
Fonte: Meio Bit
